A Igreja no Brasil abriu no domingo, 1º de outubro, a Semana
Nacional da Vida. Neste ano, as reflexões estão em sintonia com o Ano Nacional
Mariano, com o tema “Bendito é o fruto do teu ventre”. Até o dia 7, será o
momento para levar às comunidades uma reflexão mais aprofundada sobre agressões
que a vida sofre no mundo de hoje. No dia 8, a iniciativa é encerrada com o Dia
do Nascituro, dedicado às crianças que ainda vão nascer.
De acordo com o bispo de Osasco (SP) e presidente da
Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Sousa, a Semana Nacional da
Vida é assumida pela Pastoral Familiar e deve levar a todas as comunidades uma
reflexão mais aprofundada sobre “as muitas agressões que a vida sofre no mundo
de hoje tão marcado pela discriminação, pela exclusão, pela liquidificação dos
valores morais, que vão caindo cada vez mais e valores importantes para a vida
humana”. Para o bispo, diante dessas questões presentes no dia-a-dia dos
brasileiros, a resposta dos cristãos deve ser dada a partir do Evangelho, a
partir do ensino da Igreja.
O Dia do Nascituro celebra o direito à proteção da vida e
saúde, à alimentação, ao respeito e a um nascimento sadio para a criança que
está no ventre materno. “Aquele que vai nascer, o nascituro, tem o seu direito
à vida, não só o direito de viver, mas desenvolver-se com qualidade e poder se
tornar um ser humano integral. Então essa semana é extremamente importante para
todos nós”, pontua dom João Bosco.
A Semana Nacional da Vida parte da dinâmica de defesa da
vida e é celebrada oficialmente desde 2005 quando foi oficializada pela
Assembleia da CNBB naquele ano. Antes disso, porém, desde a década de 1980
aconteciam iniciativas, como campanhas, aprofundamentos, encontros e cursos
relacionados à temática.
Dignidade da vida no ventre materno
A temática deste ano, ligada ao Ano Mariano, sugere que
Maria seja modelo, pois tem no seu ventre uma criança que é o próprio filho de
Deus. “Assim, existem muitas mulheres que trazem no seu ventre também os seus
nascituros, os seus filhos que vão nascer, e aí está um ponto de partida para a
gente compreender toda a sacralidade da vida. A vida é sagrada nas suas
diversas etapas e deve ser defendida desde o momento da concepção”, explica o
bispo, que também preside a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).
“Há muitas pessoas que pensam de forma diferente e acham que
a vida pode ser eliminada se ela nos incomoda, que pode ser eliminada se ela
não é ‘perfeita’, ‘porque o feto não tem direitos, quem tem é a mulher de
preservar o seu corpo…’ Mentira! É um ser humano! Um ser humano que tem
direitos, sim, e que por isso deve ser extremante cuidado, especialmente por
ser muito frágil”, exorta.

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