A instalação de uma UTI Neonatal no Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) é apontada como uma necessidade regional. Diante disso, surgem perguntas sobre o que estaria faltando para ser instalada, se de fato será, bem como, apontamentos diversos, que muitas vezes diferem da realidade acerca dos esforços realizados até então para que se possa implantar o serviço. Por isso, o diretor do Hospital, professor Alciomar Marin esclareceu alguns pontos relacionados ao assunto.
Primeiramente, Marin explicou que o hospital é totalmente a favor da instalação da UTI neonatal, mas, que é necessária uma discussão mais ampla do projeto envolvendo secretarias e outros órgãos da saúde, uma vez que, para a instalação seriam necessários cerca de R$ 2,6 milhões, e que além desse custo inicial também é preciso levar em consideração fatores como a manutenção e sustentabilidade do projeto após a implantação.
— Não somos contrários a instalação. Mas, precisamos deixar claro que a questão não envolve só equipamentos e espaço. As questões de manutenção e para disponibilizar a estrutura de profissionais médicos e técnicos que a portaria do Ministério da Saúde normatiza extrapolam e muito os recursos que o governo destina — completou.
Marin citou ainda, que além da UTI neonatal há necessidade de ampliação dos leitos da UTI adulto, que há 20 anos opera com 10 leitos, sendo que a demanda de pacientes e o número de procedimentos de maior complexidade aumentou.
— Já faz dois anos que temos um projeto visando mais 10 leitos para a UTI adulto. Estamos otimistas quanto a conseguir concretizar essa ampliação, mas, ainda estamos aguardando — disse.
Para finalizar, Marin falou sobre o repasse dos recursos das emendas parlamentares prometidas ao hospital, explicando que o repasse acontece de forma gradativa pois, antes, é preciso cumprir o processo burocrático.
— Precisamos obedecer aos planos de trabalho de cada emenda. Quando se referem, por exemplo, à compra de equipamentos, após o anuncio da destinação do recurso é preciso licitar, depois encaminhar para a aprovação por parte do Ministério da Saúde, e quando temos retorno ainda cumprir o processo operacional para a instalação. Ou seja, tem prazos que não dependem apenas do hospital — finalizou Marin.
Alessandra de Barros - Assessoria de Imprensa
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